segunda-feira, 21 de junho de 2010
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domingo, 23 de maio de 2010
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domingo, 9 de maio de 2010
quinta-feira, 6 de maio de 2010
terça-feira, 4 de maio de 2010
quarta-feira, 21 de abril de 2010
#92 cqc materia danilo gentili cidadao em acao parte 1 19 04 2010 mircmirc
Interessante e polêmico.
Soraia
domingo, 18 de abril de 2010
Cidadania.
Cidadania
O que é cidadania?
Ser cidadão é respeitar e participar das decisões da sociedade para melhorar suas vidas e a de outras pessoas. Ser cidadão é nunca se esquecer das pessoas que mais necessitam. A cidadania deve ser divulgada através de instituições de ensino e meios de comunicação para o bem estar e desenvolvimento da nação.
A cidadania consiste desde o gesto de não jogar papel na rua, não pichar os muros, respeitar os sinais e placas, respeitar os mais velhos (assim como todas às outras pessoas), não destruir telefones públicos, saber dizer obrigado, desculpe, por favor e bom dia quando necessário... até saber lidar com o abandono e a exclusão das pessoas necessitadas, o direito das crianças carentes e outros grandes problemas que enfrentamos em nosso país.
"A revolta é o último dos direitos a que deve um povo livre para garantir os interesses coletivos: mas é também o mais imperioso dos deveres impostos aos cidadãos."
Juarez Távora - Militar e político brasileiro.
Como surgiu a cidadania?
A idéia de cidadania surgiu na Idade Antiga, após a Roma conquistar a Grécia (séc. V d.C.), se expandindo para o resto da Europa. Apenas homens (de maior) e proprietários de terras (desde que não fossem estrangeiros), eram cidadãos. Diminuindo assim a idéia de cidadania, já que mulheres, crianças, estrangeiros e escravos não eram considerados cidadãos.
Na Idade Média (2ª era - séc. V até XV d.C.), surgiram na Europa, os feudos (ou fortalezas particulares). A idéia de cidadania se acaba, pois os proprietários dos feudos passaram a mandar em tudo, e os servos que habitavam os feudos não podiam participar de nada.
Após a Idade Média, terminaram-se as invasões Bárbaras, terminando-se também os feudos, entrando assim, em uma grande crise. Os feudos se decompõem, formando cidades e depois países (Os Estados Nacionais).
Entra a 3ª era (Idade Moderna - séc XV ao XVIII d.C). Os países formados após o desaparecimento dos feudos foram em conseqüência da união de dois grupos: o Rei e a Burguesia.
O Rei mandava em tudo e tinha um grande poder, graças aos impostos que recebia. Com todo esse dinheiro nas mãos, o rei construía exércitos cada vez mais fortes, além de dar apoio político à Burguesia.
Em conseqüência dessa união, a Burguesia ficava cada vez mais rica e era ela quem dava apoio econômico aos Reis (através dos impostos).
Com o tempo, o Rei começou a atrapalhar a Burguesia, pois ele usava o poder para "sacaneá-la". A Burguesia ficava cada vez mais rica e independente, vendo o Rei como um perigo e um obstáculo ao seu progresso. Para acabar com o Absolutismo (poder total do Rei), foram realizadas cinco grandes revoluções burguesas:
* Revolução Industrial;
* Iluminismo (Revolução Filosófica);
* Revolução Francesa (A maior de todas);
* Independência dos Estados Unidos;
* Revolução Inglesa.
Todas essas cinco revoluções tinham o mesmo objetivo: tirar o Rei do poder.
Com o fim do Absolutismo, entra a Idade Contemporânea (séc. XVIII até os dias de hoje), surgindo um novo tipo de Estado, o Estado de Direito, que é uma grande característica do modelo atual. A principal característica do Estado de Direito é: "Todos tem direitos iguais perante a constituição", percebendo assim, uma grande mudança no conceito de cidadania.
Por um lado, trata-se do mais avançado processo que a humanidade já conheceu, por outro lado, porém, surge o processo de exploração e dominação do capital.
A burguesia precisava do povo e o convencia de que todos estavam contra o Rei e lutando pela igualdade, surgindo assim, as primeiras constituições (Estado feito a serviço da Burguesia).
Acontece a grande contradição: cidadania X capitalismo. Cidadania é a participação de todos em busca de benefícios sociais e igualdade. Mas a sociedade capitalista se alimenta da pobreza. No capitalismo, a grande maioria não pode ter muito dinheiro, afinal, ser capitalista é ser um grande empresário (por exemplo). Se todos fossem capitalistas, o capitalismo acabaria, ninguém mais ia trabalhar, pois não existiriam mais operários (por exemplo).
Começaram a ocorrer greves (pressão) contra os capitalistas por parte dos trabalhadores, que visavam uma vida melhor e sem exploração no trabalho.
Da função de político, o homem passa para a função de consumidor, o que é alimentado de forma acentuada pela mídia. O homem que consome satisfaz as necessidades que outros impõem como necessárias para sua sobrevivência. Isso se mantém até os dias de hoje (idéia de consumo). Para mudar essas idéias, as pessoas devem criar seus próprios conceitos e a escola aparece como um fator fundamental.
Alguns pensadores e filósofos:
* John Locke
* Jean-Jacques Rosseau
* Immanuel Kant
* Karl Marx
Para conhecer mais filósofos e pensadores, aprender tudo sobre filosofia, desde a Grécia Antiga até a filosofia moderna e contemporânea acesse o Mundo dos Filósofos - Filosofia Clássica, Moderna e Contemporânea.
Carta ao jovem
Caro jovem, não permita que a idéia de que somos desinteressados da realidade em que vivemos se prolifere: levante, lute e combata. Enquanto houver uma criança passando fome não se pode falar em felicidade e, muito menos, em cidadania. Conquiste seu título honroso de cidadão combatendo as atrocidades que hoje se alastram por cada canto de nossa sociedade. Através da cidadania é que iremos alcançar uma melhor qualidade de vida humana.
O que é cidadania?
Ser cidadão é respeitar e participar das decisões da sociedade para melhorar suas vidas e a de outras pessoas. Ser cidadão é nunca se esquecer das pessoas que mais necessitam. A cidadania deve ser divulgada através de instituições de ensino e meios de comunicação para o bem estar e desenvolvimento da nação.
A cidadania consiste desde o gesto de não jogar papel na rua, não pichar os muros, respeitar os sinais e placas, respeitar os mais velhos (assim como todas às outras pessoas), não destruir telefones públicos, saber dizer obrigado, desculpe, por favor e bom dia quando necessário... até saber lidar com o abandono e a exclusão das pessoas necessitadas, o direito das crianças carentes e outros grandes problemas que enfrentamos em nosso país.
"A revolta é o último dos direitos a que deve um povo livre para garantir os interesses coletivos: mas é também o mais imperioso dos deveres impostos aos cidadãos."
Juarez Távora - Militar e político brasileiro.
Como surgiu a cidadania?
A idéia de cidadania surgiu na Idade Antiga, após a Roma conquistar a Grécia (séc. V d.C.), se expandindo para o resto da Europa. Apenas homens (de maior) e proprietários de terras (desde que não fossem estrangeiros), eram cidadãos. Diminuindo assim a idéia de cidadania, já que mulheres, crianças, estrangeiros e escravos não eram considerados cidadãos.
Na Idade Média (2ª era - séc. V até XV d.C.), surgiram na Europa, os feudos (ou fortalezas particulares). A idéia de cidadania se acaba, pois os proprietários dos feudos passaram a mandar em tudo, e os servos que habitavam os feudos não podiam participar de nada.
Após a Idade Média, terminaram-se as invasões Bárbaras, terminando-se também os feudos, entrando assim, em uma grande crise. Os feudos se decompõem, formando cidades e depois países (Os Estados Nacionais).
Entra a 3ª era (Idade Moderna - séc XV ao XVIII d.C). Os países formados após o desaparecimento dos feudos foram em conseqüência da união de dois grupos: o Rei e a Burguesia.
O Rei mandava em tudo e tinha um grande poder, graças aos impostos que recebia. Com todo esse dinheiro nas mãos, o rei construía exércitos cada vez mais fortes, além de dar apoio político à Burguesia.
Em conseqüência dessa união, a Burguesia ficava cada vez mais rica e era ela quem dava apoio econômico aos Reis (através dos impostos).
Com o tempo, o Rei começou a atrapalhar a Burguesia, pois ele usava o poder para "sacaneá-la". A Burguesia ficava cada vez mais rica e independente, vendo o Rei como um perigo e um obstáculo ao seu progresso. Para acabar com o Absolutismo (poder total do Rei), foram realizadas cinco grandes revoluções burguesas:
* Revolução Industrial;
* Iluminismo (Revolução Filosófica);
* Revolução Francesa (A maior de todas);
* Independência dos Estados Unidos;
* Revolução Inglesa.
Todas essas cinco revoluções tinham o mesmo objetivo: tirar o Rei do poder.
Com o fim do Absolutismo, entra a Idade Contemporânea (séc. XVIII até os dias de hoje), surgindo um novo tipo de Estado, o Estado de Direito, que é uma grande característica do modelo atual. A principal característica do Estado de Direito é: "Todos tem direitos iguais perante a constituição", percebendo assim, uma grande mudança no conceito de cidadania.
Por um lado, trata-se do mais avançado processo que a humanidade já conheceu, por outro lado, porém, surge o processo de exploração e dominação do capital.
A burguesia precisava do povo e o convencia de que todos estavam contra o Rei e lutando pela igualdade, surgindo assim, as primeiras constituições (Estado feito a serviço da Burguesia).
Acontece a grande contradição: cidadania X capitalismo. Cidadania é a participação de todos em busca de benefícios sociais e igualdade. Mas a sociedade capitalista se alimenta da pobreza. No capitalismo, a grande maioria não pode ter muito dinheiro, afinal, ser capitalista é ser um grande empresário (por exemplo). Se todos fossem capitalistas, o capitalismo acabaria, ninguém mais ia trabalhar, pois não existiriam mais operários (por exemplo).
Começaram a ocorrer greves (pressão) contra os capitalistas por parte dos trabalhadores, que visavam uma vida melhor e sem exploração no trabalho.
Da função de político, o homem passa para a função de consumidor, o que é alimentado de forma acentuada pela mídia. O homem que consome satisfaz as necessidades que outros impõem como necessárias para sua sobrevivência. Isso se mantém até os dias de hoje (idéia de consumo). Para mudar essas idéias, as pessoas devem criar seus próprios conceitos e a escola aparece como um fator fundamental.
Alguns pensadores e filósofos:
* John Locke
* Jean-Jacques Rosseau
* Immanuel Kant
* Karl Marx
Para conhecer mais filósofos e pensadores, aprender tudo sobre filosofia, desde a Grécia Antiga até a filosofia moderna e contemporânea acesse o Mundo dos Filósofos - Filosofia Clássica, Moderna e Contemporânea.
Carta ao jovem
Caro jovem, não permita que a idéia de que somos desinteressados da realidade em que vivemos se prolifere: levante, lute e combata. Enquanto houver uma criança passando fome não se pode falar em felicidade e, muito menos, em cidadania. Conquiste seu título honroso de cidadão combatendo as atrocidades que hoje se alastram por cada canto de nossa sociedade. Através da cidadania é que iremos alcançar uma melhor qualidade de vida humana.
Tecnologia
A filosofia na tecnologia
Kátia Cerqueira
Se compararmos os avanços tecnológicos atuais com os avanços de alguns anos atrás, podemos notar a tamanha velocidade com que vêm as inovações, impossível até de acompanharmos o ritmo.
Quando pensamos já ter o domínio sobre um determinado software, na semana seguinte, ele já se encontra no mercado numa nova versão. E o mesmo acontece quando pensamos estar de posse de um novo computador; na semana seguinte, surge no mercado um outro mais veloz.
E o que mais assusta, na verdade, é este ritmo tecnológico acelerado convivendo ao lado de uma grande maioria que ainda carece de uma educação básica de qualidade.
A pergunta ainda paira no ar: "será que todos podem ter acesso a estas tecnologias"?
Para os mais otimistas, a resposta para este dilema estaria no suprimento tecnológico da rede escolar pública. Embora isto também se faça necessário, é de igual importância uma boa preparação do indivíduo não só a nível técnico, como também a nível dos valores éticos, para que se faça um uso crítico e construtivo destes mesmos recursos tecnológicos.
Pode parecer estranho a muitos um casamento entre filosofia e tecnologia.
A primeira, nascida no séc.V a.C., sugere algo remoto, livresco, obsoleto. No entanto, lembremos que a filosofia é o fundamento de todas as ciências, mesmo aquelas em que o objeto de estudo não seja o próprio homem (no entanto, o afeta de qualquer maneira).
Portanto, é de grande importância reconhecermos uma base filosófica em tudo na vida, inclusive, nas inovações tecnológicas. Para que a própria humanidade não cumpra a profecia do "Admirável Mundo Novo" de Aldous Huxley, onde o poder de poucos é utilizado de maneira arbitrária e contrária à própria vida.
Os avanços tecnológicos aí estão, e vêm por outro lado, contribuir para tornar a nossa vida mais agradável e dinâmica.
Basta pensarmos no quanto a Internet agiliza determinadas tarefas e aproxima as pessoas, em qualquer ponto do planeta.
Para um bom uso do computador e de outras inovações, ou pelo menos no intuito de perseguir este objetivo, é de fundamental importância uma educação tecnológica de boa qualidade, sem perder de vista os aspectos filosóficos que fundamentam todo o processo.
Kátia Cerqueira
Se compararmos os avanços tecnológicos atuais com os avanços de alguns anos atrás, podemos notar a tamanha velocidade com que vêm as inovações, impossível até de acompanharmos o ritmo.
Quando pensamos já ter o domínio sobre um determinado software, na semana seguinte, ele já se encontra no mercado numa nova versão. E o mesmo acontece quando pensamos estar de posse de um novo computador; na semana seguinte, surge no mercado um outro mais veloz.
E o que mais assusta, na verdade, é este ritmo tecnológico acelerado convivendo ao lado de uma grande maioria que ainda carece de uma educação básica de qualidade.
A pergunta ainda paira no ar: "será que todos podem ter acesso a estas tecnologias"?
Para os mais otimistas, a resposta para este dilema estaria no suprimento tecnológico da rede escolar pública. Embora isto também se faça necessário, é de igual importância uma boa preparação do indivíduo não só a nível técnico, como também a nível dos valores éticos, para que se faça um uso crítico e construtivo destes mesmos recursos tecnológicos.
Pode parecer estranho a muitos um casamento entre filosofia e tecnologia.
A primeira, nascida no séc.V a.C., sugere algo remoto, livresco, obsoleto. No entanto, lembremos que a filosofia é o fundamento de todas as ciências, mesmo aquelas em que o objeto de estudo não seja o próprio homem (no entanto, o afeta de qualquer maneira).
Portanto, é de grande importância reconhecermos uma base filosófica em tudo na vida, inclusive, nas inovações tecnológicas. Para que a própria humanidade não cumpra a profecia do "Admirável Mundo Novo" de Aldous Huxley, onde o poder de poucos é utilizado de maneira arbitrária e contrária à própria vida.
Os avanços tecnológicos aí estão, e vêm por outro lado, contribuir para tornar a nossa vida mais agradável e dinâmica.
Basta pensarmos no quanto a Internet agiliza determinadas tarefas e aproxima as pessoas, em qualquer ponto do planeta.
Para um bom uso do computador e de outras inovações, ou pelo menos no intuito de perseguir este objetivo, é de fundamental importância uma educação tecnológica de boa qualidade, sem perder de vista os aspectos filosóficos que fundamentam todo o processo.
Moral
O Mito da Moralidade.
Podemos dizer que o mito de Antígona é decorrente do mito de Édipo, como se fosse uma continuação daquilo que não fora contado na narrativa anterior. A idéia inicial é a maldição de Édipo por ter desposado (sem ter consciência) Jocasta, sua mãe e ter matado seu pai Laio (rei de Tebas). Após ter descoberto toda a verdade ele acaba autopunindo-se, arrancando os próprios olhos, mas mesmo assim não consegue evitar que a maldição chegasse a seus quatro filhos: Ismena, Antígona, Etéocles e Polinice. O conflito é representado por dois lados, Antígona que representa a lei divina, e seu tio Creonte, rei de Tebas, que representa a lei dos homens. Antígona infringe o decreto de Creonte por considerar que há uma lei divina, universal, anterior ao poder de um soberano, e diz respeito a um mínimo de dignidade que merece o ser humano, independente de seus erros. Por isso, ela se porta no direito de sepultar e realizar o cerimonial de seu irmão, por mais que ele tenha lutado contra Tebas. Nesse caso, Creonte simboliza o poder estabelecido, e utilizando a interpretação que fazemos da obra de Maquiavel em O Príncipe, “os fins justificam os meios”. Creonte embora seja um déspota, impregnado de arrogância e autoritarismo, pautando sua vida pelo interesse e sendo incapaz de perceber seus próprios defeitos, sente-se no direito de punir Antígona independente das suas razões e crenças pessoais. Ao mesmo tempo em que os deuses condenam Antígona por ter assumido um ponto de vista divino, comportando-se como se fosse uma deusa, além de ter provocado duas mortes, eles também condenam Creonte pela sua falta de bom senso e prudência em tomar decisões precipitadas. Nesse sentido, podemos entender que ambos aprenderam à lição, mesmo que pelo caminho da frustração e da dor, que é preciso ser prudente e agir com temperança, procurando aquele ideal de virtude que consiste no justo meio, sem radicalismos e polaridades extremistas. Todo o contexto dessa obra retrata o início da democracia na vida cotidiana dos gregos e o fim das tiranias. O homem passa a contrapor os seus ideais aos ideais dos deuses, pensando o seu agir e as conseqüências dessa ação na sua vida prática.
Fonte: Filosofia Construindo o Pensar, Editora Escala Educacional.
Podemos dizer que o mito de Antígona é decorrente do mito de Édipo, como se fosse uma continuação daquilo que não fora contado na narrativa anterior. A idéia inicial é a maldição de Édipo por ter desposado (sem ter consciência) Jocasta, sua mãe e ter matado seu pai Laio (rei de Tebas). Após ter descoberto toda a verdade ele acaba autopunindo-se, arrancando os próprios olhos, mas mesmo assim não consegue evitar que a maldição chegasse a seus quatro filhos: Ismena, Antígona, Etéocles e Polinice. O conflito é representado por dois lados, Antígona que representa a lei divina, e seu tio Creonte, rei de Tebas, que representa a lei dos homens. Antígona infringe o decreto de Creonte por considerar que há uma lei divina, universal, anterior ao poder de um soberano, e diz respeito a um mínimo de dignidade que merece o ser humano, independente de seus erros. Por isso, ela se porta no direito de sepultar e realizar o cerimonial de seu irmão, por mais que ele tenha lutado contra Tebas. Nesse caso, Creonte simboliza o poder estabelecido, e utilizando a interpretação que fazemos da obra de Maquiavel em O Príncipe, “os fins justificam os meios”. Creonte embora seja um déspota, impregnado de arrogância e autoritarismo, pautando sua vida pelo interesse e sendo incapaz de perceber seus próprios defeitos, sente-se no direito de punir Antígona independente das suas razões e crenças pessoais. Ao mesmo tempo em que os deuses condenam Antígona por ter assumido um ponto de vista divino, comportando-se como se fosse uma deusa, além de ter provocado duas mortes, eles também condenam Creonte pela sua falta de bom senso e prudência em tomar decisões precipitadas. Nesse sentido, podemos entender que ambos aprenderam à lição, mesmo que pelo caminho da frustração e da dor, que é preciso ser prudente e agir com temperança, procurando aquele ideal de virtude que consiste no justo meio, sem radicalismos e polaridades extremistas. Todo o contexto dessa obra retrata o início da democracia na vida cotidiana dos gregos e o fim das tiranias. O homem passa a contrapor os seus ideais aos ideais dos deuses, pensando o seu agir e as conseqüências dessa ação na sua vida prática.
Fonte: Filosofia Construindo o Pensar, Editora Escala Educacional.
Do Mito à Razão.

Foto de Miro Martins.
O que levou o homem, a partir de determinado momento de sua história, indagar-se sobre o mundo e fazer filosofia? O nascimento da Filosofia pode ser compreendido como o surgimento de uma nova ordem do pensamento, complementar ao mito, que era a forma de pensar dos gregos. Tudo era explicado a partir dos mitos, assim, a natureza era simplesmente considerada como algo divino. Partindo sempre do pressuposto de que “sempre existiu uma coisa” e por isso não se procura de modo racional conhecer a “real causa” de seus acontecimentos, pois é uma forma de conceber o Cosmos. Tudo isso foi uma visão de mundo que se formou de um conjunto de narrativas contadas de geração em geração por séculos e que transmitiam aos jovens a experiência dos mais velhos. Como narrativas, os mitos falavam de deuses e semideuses (heróis) de outros tempos e, desse modo, misturavam a sabedoria e os procedimentos práticos do trabalho e da vida com a religião e as crenças mais antigas. Nesse contexto, os mitos eram um modo de pensamento essencial à vida da comunidade, ao universo pleno de riquezas e complexidades que constituía a sua experiência. Enquanto narrativa oral, o mito era uma maneira de compreender o mundo que foi sendo construído a cada nova narração. As crenças que eles transmitiam ajudavam a comunidade a criar uma base de compreensão da realidade e um solo firme de certezas. O homem se sente infeliz ao conceber um mundo desordenado, vivendo no caos, sem causas, sem explicação, independentemente de quais sejam elas ou sem algo que justifique os acontecimentos. Por isso, os mitos são enfocados a partir de uma religião politeísta, sem doutrina revelada, sem teoria escrita, isto é, um sistema religioso, sem corpo sacerdotal e sem livro sagrado, apenas concentrada na tradição oral, sendo isso o que se entende por teogonia. Vale ainda ressaltar que essas narrativas foram sistematizadas no século IX por Homero e Hesíodo no século VII a.c. Ao aliar crenças, religião, trabalho, poesia, os mitos traduziam o modo que os gregos encontravam para expressar sua integração ao cosmo e à vida coletiva. Os gregos a partir do século V a.c viveram uma experiência social que modificou a cotidianidade da polis grega: a vivência do espaço público e da cidadania. A cidade constituía-se da união de seus membros para os quais tudo era comum. O sentimento que ligava os cidadãos entre si era a amizade, a filia, como resultado de uma vida compartilhada. A filosofia propriamente dita é fruto do espanto e da admiração. É a desbanalização do banalizado. Isto é, aquilo que “todo mundo” considera normal e cotidiano é posto em “xeque”. As verdades aceitas e tradicionais são questionadas. Tudo enfim, mesmo aquilo que julgamos mais vulgar é objeto de discussão. Por isso, a Filosofia é uma ciência que preocupa-se com a totalidade, ou seja, sua pretensão é não aceitar passivamente as imposições do mundo sem antes investigá-las e questioná-las. Mesmo a narrativa mítica tentava, ainda que de forma não-racional responder as questões fundamentais para o homem, tais como: a origem e o fim de todas as coisas, a condição do homem e as suas relações com a natureza, com o outro e com o mundo, enfim, o sentido de existir. E esses foram e continuam sendo problemas que a Filosofia desenvolve no decorrer de sua história. Por isso, é importante que cada indivíduo assuma uma atitude filosófica e se coloque a pensar e refletir sobre tudo o que norteia a sua existência, não apenas tendo em vista formular respostas ou explicações, mas pelo próprio prazer de indagar-se.
Fonte: Filosofia Construindo o Pensar, Editora Escala Educacional.
Filosofia para os nonos anos.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Trabalho.
Significado da palavra TRABALHO.
TRABALHO SIGNIFICA DIGNIDADE
Somos uma Nação organizada, tutelada! Todo poder emana do povo e em seu nome será exercido, diz a nossa Lei Maior.
Como princípios fundamentais encontram-se a cidadania, a dignidade da pessoa, os valores sociais do trabalho, entre outros.
E o trabalho remonta aos tempos do homo sapiens, das cavernas, por estar ligado à sobrevivência. Trabalho significa dignidade. É a possibilidade de o ser humano conseguir o sustento da família, sem ajudas vexatórias. Daí a frase que costumo repetir: Não se deve dar ao homem o que ele pode conseguir com o fruto do seu trabalho sob pena de roubar-lhe a dignidade.
Com o passar dos séculos e com a evolução dos povos, naturalmente, necessário se fez a normatização das condutas, consuetudinária ou não, para garantir direitos às relações entre os indivíduos.
E no século passado, mais precisamente, nos idos de 1934 a 1937, no nosso torrão brasileiro, sob o domínio de um Presidente altruísta e determinado, o gaúcho Getúlio Vargas, homem de grande visão política das condições existenciais daquela época, nascia as Comissões Mistas de Conciliação e Julgamento, embrião que veio a se transformar na JUSTIÇA DO TRABALHO, braço do Poder Judiciário, vislumbrada na Constituição do Brasil, ainda getulina, de 1946, ano de minha estréia como ser vivente em terras nordestinas deste meu querido Brasil!
Conotativamente, o meu desvelo pelo trabalho, pela satisfação de poder emprestar minha participação, embora, agora, numa cadeira de rodas.
Conhecedora da sua eficácia, por integrar-lhe os quadros há alguns anos e por me preocupar com o lado sociológico do nosso povo, posso afirmar sem medo de errar, que se trata da justiça mais acessível, mais célere e a mais democrática deste país! Uma conquista e uma necessidade para resguardar as relações sociais, também advindas do crescimento da tecnologia, principalmente da informática, industrialização, globalização que sobrecarregam o Judiciário.
Trata-se de uma Justiça Especializada, como a de vários outros países do mundo, como a da Alemanha que se parece muito com a nossa, a da Inglaterra, a da Suécia, a da França, a da Bélgica e outras mais.
E hoje é 1º de maio, dia mundial do trabalho! É com o trabalho que se erradica a pobreza, a marginalização, reduzindo as desigualdades sociais, garantindo-se o Estado Democrático de Direito.
É de bom alvitre lembrar que somos a décima economia do planeta, graças ao trabalho daqueles que com o suor do rosto e com as mãos laboriosas sustentam o país nesse patamar.
Texto de
Genaura Tormin.
TRABALHO SIGNIFICA DIGNIDADE
Somos uma Nação organizada, tutelada! Todo poder emana do povo e em seu nome será exercido, diz a nossa Lei Maior.
Como princípios fundamentais encontram-se a cidadania, a dignidade da pessoa, os valores sociais do trabalho, entre outros.
E o trabalho remonta aos tempos do homo sapiens, das cavernas, por estar ligado à sobrevivência. Trabalho significa dignidade. É a possibilidade de o ser humano conseguir o sustento da família, sem ajudas vexatórias. Daí a frase que costumo repetir: Não se deve dar ao homem o que ele pode conseguir com o fruto do seu trabalho sob pena de roubar-lhe a dignidade.
Com o passar dos séculos e com a evolução dos povos, naturalmente, necessário se fez a normatização das condutas, consuetudinária ou não, para garantir direitos às relações entre os indivíduos.
E no século passado, mais precisamente, nos idos de 1934 a 1937, no nosso torrão brasileiro, sob o domínio de um Presidente altruísta e determinado, o gaúcho Getúlio Vargas, homem de grande visão política das condições existenciais daquela época, nascia as Comissões Mistas de Conciliação e Julgamento, embrião que veio a se transformar na JUSTIÇA DO TRABALHO, braço do Poder Judiciário, vislumbrada na Constituição do Brasil, ainda getulina, de 1946, ano de minha estréia como ser vivente em terras nordestinas deste meu querido Brasil!
Conotativamente, o meu desvelo pelo trabalho, pela satisfação de poder emprestar minha participação, embora, agora, numa cadeira de rodas.
Conhecedora da sua eficácia, por integrar-lhe os quadros há alguns anos e por me preocupar com o lado sociológico do nosso povo, posso afirmar sem medo de errar, que se trata da justiça mais acessível, mais célere e a mais democrática deste país! Uma conquista e uma necessidade para resguardar as relações sociais, também advindas do crescimento da tecnologia, principalmente da informática, industrialização, globalização que sobrecarregam o Judiciário.
Trata-se de uma Justiça Especializada, como a de vários outros países do mundo, como a da Alemanha que se parece muito com a nossa, a da Inglaterra, a da Suécia, a da França, a da Bélgica e outras mais.
E hoje é 1º de maio, dia mundial do trabalho! É com o trabalho que se erradica a pobreza, a marginalização, reduzindo as desigualdades sociais, garantindo-se o Estado Democrático de Direito.
É de bom alvitre lembrar que somos a décima economia do planeta, graças ao trabalho daqueles que com o suor do rosto e com as mãos laboriosas sustentam o país nesse patamar.
Texto de
Genaura Tormin.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Anarquia
Quando falamos em “anarquia”, muitos acreditam que a expressão tem a ver com qualquer evento ou lugar carente de organização. Contudo, essa apropriação contemporânea está bem distante das teorias que integram o chamado pensamento anarquista, estabelecido logo depois que as contradições e injustiças do sistema capitalista já se mostravam visíveis no século XVIII.
Um dos precursores do anarquismo foi William Godwin (1756 - 1836) que, já naquela época, propunha um novo tipo de arranjo social onde as pessoas não estivessem subordinadas à força dos governos e leis. Em sua perspectiva, acreditava ser possível que em um contexto dominado por princípios racionais e equilibrado entre as necessidades e vontades, seria possível conduzir a vida em sociedade. Além disso, também defendia o fim da propriedade privada.
Ao adentrarmos o século XIX, notamos que outros pensadores passam a aprofundar as discussões de natureza anárquica. Entre essa nova leva de teóricos podemos citar as contribuições dadas por Mikhail Bakunin, Joseph Proudhon, Enrico Malatesta, Leon Tolstoi, Max Stirner e Peter Kropotkin. Em geral, todos eles tentaram trilhar os caminhos que pudessem conceber uma sociedade plenamente libertária.
Conforme já salientado, os anarquistas concordavam que toda instituição dotada de poderes impedia o alcance da liberdade. Dessa forma, o Estado, a Igreja e muitos costumes são criticados na condição de verdadeiros entraves para o alcance de um mundo regido por pessoas livres. Paralelamente, as diferenças que identificam as classes sociais também seriam combatidas por meio da extinção das propriedades privadas.
Em uma sociedade desprovida de Estado, a produção e o gerenciamento das riquezas seriam estipulados por meio de ações cooperativistas. Nesse contexto, todos alcançariam condições de possuírem uma vida minimamente confortável e ninguém teria sua força de trabalho explorada em benefício de um terceiro. Logo, a violência e a miséria dariam lugar para um novo mundo regido pela felicidade da ampla maioria.
Assim como os socialistas, os anarquistas acreditavam na expressa necessidade de se realizar um movimento revolucionário que combatesse as autoridades vigentes. Apesar de tal concordância, os anarquistas não acreditavam que uma ditadura do proletariado fosse realmente necessária para que a sociedade comunista fosse alcançada. Em sua visão, a substituição de um governo por outro somente fortaleceria novas formas de repressão e desigualdade.
Por Rainer Sousa
Graduado em História
Um dos precursores do anarquismo foi William Godwin (1756 - 1836) que, já naquela época, propunha um novo tipo de arranjo social onde as pessoas não estivessem subordinadas à força dos governos e leis. Em sua perspectiva, acreditava ser possível que em um contexto dominado por princípios racionais e equilibrado entre as necessidades e vontades, seria possível conduzir a vida em sociedade. Além disso, também defendia o fim da propriedade privada.
Ao adentrarmos o século XIX, notamos que outros pensadores passam a aprofundar as discussões de natureza anárquica. Entre essa nova leva de teóricos podemos citar as contribuições dadas por Mikhail Bakunin, Joseph Proudhon, Enrico Malatesta, Leon Tolstoi, Max Stirner e Peter Kropotkin. Em geral, todos eles tentaram trilhar os caminhos que pudessem conceber uma sociedade plenamente libertária.
Conforme já salientado, os anarquistas concordavam que toda instituição dotada de poderes impedia o alcance da liberdade. Dessa forma, o Estado, a Igreja e muitos costumes são criticados na condição de verdadeiros entraves para o alcance de um mundo regido por pessoas livres. Paralelamente, as diferenças que identificam as classes sociais também seriam combatidas por meio da extinção das propriedades privadas.
Em uma sociedade desprovida de Estado, a produção e o gerenciamento das riquezas seriam estipulados por meio de ações cooperativistas. Nesse contexto, todos alcançariam condições de possuírem uma vida minimamente confortável e ninguém teria sua força de trabalho explorada em benefício de um terceiro. Logo, a violência e a miséria dariam lugar para um novo mundo regido pela felicidade da ampla maioria.
Assim como os socialistas, os anarquistas acreditavam na expressa necessidade de se realizar um movimento revolucionário que combatesse as autoridades vigentes. Apesar de tal concordância, os anarquistas não acreditavam que uma ditadura do proletariado fosse realmente necessária para que a sociedade comunista fosse alcançada. Em sua visão, a substituição de um governo por outro somente fortaleceria novas formas de repressão e desigualdade.
Por Rainer Sousa
Graduado em História
Curiosidades de Civilidade.
Hino Nacional.
No dia 13 de abril comemora-se o dia da criação do Hino Nacional Brasileiro. Sua música foi criada em 1822, por Francisco Manuel da Silva (1795-1865), recebendo inicialmente o nome de “Marcha Triunfa”.
Nessa época, o Brasil passava por uma crise contra o governo de Portugal, buscando sua independência diante desse país.
Dom Pedro I apresentava dúvidas em suas decisões, a fim de dar a liberdade ao Brasil, deparava-se autoritário e temeroso às pressões da corte portuguesa.
Em meio a esses problemas, as tentativas de compor uma letra para o hino não caiam bem, pois vinham cheias de insultos e ressentimentos aos portugueses ou com excessos de lisonjeios ao soberano rei de Portugal.
A escolha da data foi em razão de uma manifestação em desacato ao ex-imperador, quando o mesmo embarcava para Portugal, no dia 13 de abril de 1831.
Dentre tantas tentativas, somente em 1909 que a linda composição ganhou uma letra poética, elaborada pelo então poeta e jornalista Joaquim Osório Duque Estrada (1870-1927), sendo muito elogiada pelas referências que fazia às belezas de nosso país.
Em 1922 a oficialização do hino, por Deodoro da Fonseca, foi para a letra de Francisco Manoel da Silva. A letra atual só foi oficializada em primeiro de setembro de 1971, na presidência de Epitácio Pessoa, através da Lei 5.700, sendo publicado no Diário Oficial do dia seguinte.
O hino nacional é um instrumento de homenagem à nação, deve ser executado nas aberturas das festividades cívicas, patrióticas, escolares, esportivas internacionais, onde a população deve contemplá-lo cantando em uma só voz.
Por Jussara de Barros
No dia 13 de abril comemora-se o dia da criação do Hino Nacional Brasileiro. Sua música foi criada em 1822, por Francisco Manuel da Silva (1795-1865), recebendo inicialmente o nome de “Marcha Triunfa”.
Nessa época, o Brasil passava por uma crise contra o governo de Portugal, buscando sua independência diante desse país.
Dom Pedro I apresentava dúvidas em suas decisões, a fim de dar a liberdade ao Brasil, deparava-se autoritário e temeroso às pressões da corte portuguesa.
Em meio a esses problemas, as tentativas de compor uma letra para o hino não caiam bem, pois vinham cheias de insultos e ressentimentos aos portugueses ou com excessos de lisonjeios ao soberano rei de Portugal.
A escolha da data foi em razão de uma manifestação em desacato ao ex-imperador, quando o mesmo embarcava para Portugal, no dia 13 de abril de 1831.
Dentre tantas tentativas, somente em 1909 que a linda composição ganhou uma letra poética, elaborada pelo então poeta e jornalista Joaquim Osório Duque Estrada (1870-1927), sendo muito elogiada pelas referências que fazia às belezas de nosso país.
Em 1922 a oficialização do hino, por Deodoro da Fonseca, foi para a letra de Francisco Manoel da Silva. A letra atual só foi oficializada em primeiro de setembro de 1971, na presidência de Epitácio Pessoa, através da Lei 5.700, sendo publicado no Diário Oficial do dia seguinte.
O hino nacional é um instrumento de homenagem à nação, deve ser executado nas aberturas das festividades cívicas, patrióticas, escolares, esportivas internacionais, onde a população deve contemplá-lo cantando em uma só voz.
Por Jussara de Barros
Sociologia para nonos anos.
A Formação da Sociologia
No final do século passado, o matemático francês Henri Poicaré referiu-se à sociologia como ciência de muitos métodos e poucos resultados. Ao que tudo indica, atualmente poucos duvidam dos resultados alcançados pela sociologia. A sua realidade é atestada pelas inúmeras pesquisas dos sociólogos, pela sua presença nas universidades e empresas e nos organismos estatais. Ao lado desta crescente presença da sociologia no nosso dia-a-dia, continua porém chamando a atenção de todos os que se interessam por ela os freqüentes e acirrados debates travados em seu interior sobre o seu objeto de estudo e seus métodos de investigação.
A falta de um entendimento comum entre os sociólogos sobre a sua ciência possui, em boa medida, uma relação com a formação de uma sociedade dividida pelos antagonismos de classe. A existência de interesses opostos na sociedade capitalista penetrou e invadiu a formação da sociologia. Este contexto histórico influenciou enormemente suas visões sobre como deveria ser analisada a sociedade, o que refletiu também no conteúdo político de seus trabalhos. Este antagonismo deu origem ao aparecimento de diferentes tradições sociológicas ou distintas sociologias como afirmam alguns sociólogos.
Não podemos esquecer que a sociologia surgiu num momento de grande expansão do capitalismo e por isto mesmo alguns sociólogos otimistas assumiram, diante da sociedade capitalista nascente, que os interesses e os valores da classe dominante eram representativos do conjunto da sociedade e que os conflitos entre as classes sociais eram passageiros.
Os conservadores chamados de “profetas do passado” construíram suas obras contra a herança dos filósofos iluministas. Não eram intelectuais que justificavam a sociedade por suas realizações políticas ou econômicas. Ao contrário, a inspiração do pensamento conservador era a sociedade feudal, com sua estabilidade e acentuada hierarquia social. Não se interessavam em defender uma sociedade moldada nos princípios defendidos pelos iluministas nem um capitalismo que se transformava mostrando sua faceta industrial e financeira. O fascínio que as sociedades da Idade Média exercia sobre estes pensadores conferiu-lhes e às suas obras um forte sabor medieval. Por interesse direto, alguns deles eram defensores ferrenhos das instituições religiosas, monárquicas e aristocráticas em franco processo de desmantelamento.
As idéias dos conservadores eram um ponto de referência para os pioneiros da sociologia, interessados na preservação da nova ordem econômica e política que estava sendo implantada. Adaptando, inclusive, algumas concepções dos “profetas do passado” às novas circunstâncias históricas, pela impossibilidade total de retorno ao passado.
É entre os autores positivistas, como Saint-Simon, Auguste Comte e Emile Durkheim, que as idéias dos conservadores exerceriam uma grande influência. É comum encontrarmos a inclusão de Saint-Simon (1760-1825) entre os primeiros pensadores socialistas. Foi considerado o “mais eloqüente dos profetas da burguesia”, um grande entusiasta da sociedade industrial. Todavia, entendia que o problema da restauração da ordem devia ser enfrentado, porque a sociedade francesa pós-revolucionária parecia-lhe “perturbada” pois nela reinava um clima de “desordem” e de “anarquia”.
Saint-Simon acreditava que a nova época era a do industrialismo, que trazia consigo a possibilidade de satisfazer todas as necessidades humanas e constituía a única fonte de riqueza e prosperidade. Percebeu que no avanço que estava ocorrendo no conhecimento científico havia uma grande lacuna, nesta área do saber, qual seja, a inexistência da ciência da sociedade. Admitia, mesmo tendo uma visão otimista da sociedade industrial, a existência de conflitos entre os possuidores e os não possuidores.
Várias das obras de Saint-Simon seriam retomadas por Auguste Comte (1798-1857) seu secretário particular, pensador menos original, embora mais sistemático que Saint-Simon, a quem deve suas principais idéias. A motivação da obra de Comte repousa no estado de “anarquia” e de “desordem” de sua época histórica. Segundo ele as sociedades européias encontravam-se em um verdadeiro estado de caos social. Entendia que se as idéias religiosas não teriam mais forças para reorganizarem a sociedade, muito menos as idéias dos iluministas. Era extremamente impiedoso no ataque a esses pensadores, a quem chamava de “doutores em guilhotina”, vendo em suas idéias o “veneno da desintegração social”. Para ele, para haver coesão e equilíbrio na sociedade, seria necessário restabelecer a ordem nas idéias e nos conhecimentos, criando um conjunto de crenças comuns a todos os homens. Comte considerava como um dos pontos altos de sua sociologia a reconciliação entre a “ordem” e o “progresso”, pregando a necessidade mútua desses dois elementos para a nova sociedade.
Também para Durkheim (1858-1917) a questão da ordem social seria uma preocupação constante. De forma sistemática, ocupou-se em estabelecer o objeto de estudo da sociologia assim como indicar o seu método de investigação. Foi através dele que a sociologia penetrou a Universidade, conferindo a esta disciplina o reconhecimento acadêmico. Sua obra foi elaborada em época de crises econômicas constantes, quando o desemprego e a miséria provocava o acirramento das lutas de classe, com os operários utilizando a greve como instrumento de luta e fundando seus sindicatos.
Vivendo nesta época em que as teorias socialistas ganhavam terreno, Durkheim não poderia ignorá-las, tanto é que em certo sentido, suas idéias constituíam a tentativa de fornecer uma resposta às formulações socialistas. Discordava das teorias socialistas mormente quanto à ênfase atribuída aos fatos econômicos para diagnosticar a crise das sociedades européias. Acreditava que a origem dos problemas não era de natureza econômica, mas originados na fragilidade da moral em orientar adequadamente o comportamento dos indivíduos.
Preocupado em estabelecer um objeto de estudo e um método para a sociologia, Durkheim, dedicou-se a esta questão, salientando que nenhuma ciência poderia constituir-se sem uma área própria de investigação. A sociologia deveria ocupar-se com os fatos sociais que se apresentavam aos indivíduos como exteriores e coercitivos. Isto quer dizer que o indivíduo quando nasce já encontra a sociedade formada criada pelas gerações passadas, cuja organização deverá ser transmitida às gerações futuras através da educação.
O seu pensamento marcou decisivamente e sociologia contemporânea, principalmente as tendências que têm-se preocupado com as questões da manutenção da ordem social. A sua influência fora do meio acadêmico francês começou por volta de 1930, quando, na Inglaterra, dois antropólogos, Malinowski e Radcliffe-Brown, armaram a partir de seus trabalhos os alicerces do método de investigação funcionalista (busca de explicação das instituições sociais e culturais em termos da contribuição que estas fornecem para a manutenção da estrutura social). Nos Estados Unidos, a partir daquela data, as suas idéias começaram a ganhar terreno no meio universitário, exercendo grande fascínio em inúmeros pesquisadores. No entanto, foram dois sociólogos americanos Mertom e Parsons, em boa medida, os responsáveis pelo desenvolvimento do funcionalismo moderno e pela integração da contribuição de Durkheim ao pensamento sociológico contemporâneo, destacando a sua contribuição ao progresso teórico desta disciplina.
A formação e o desenvolvimento do conhecimento sociológico crítico e negador da sociedade capitalista, sem dúvida liga-se à tradição do pensamento socialista, que encontra-se em Marx (1818-1883) e Engels (1820-1903) a sua elaboração mais expressiva. Estes pensadores não estavam preocupados em fundar a sociologia como disciplina específica. A rigor não encontramos neles a intenção de estabelecer fronteiras rígidas entre os diferentes campos do saber, tão ao gosto dos “especialistas” de nossos dias. Eles, em suas obras, interligavam disciplinas como antropologia, ciência política, economia, procurando oferecer uma explicação da sociedade como um todo, colocando em evidência as suas dimensões globais. Seus trabalhos não foram elaborados nos bancos das universidades, mas freqüentemente, no calor das lutas políticas.
A formação teórica do socialismo marxistas constitui uma complexa operação intelectual, na qual são assimiladas de maneira crítica as três principais correntes do pensamento europeu do século passado, tais como, o socialismo, a dialética e a economia política. O socialismo pré-marxista, também denominado “socialismo utópico”, constituía uma clara reação à nova realidade implantada pelo capitalismo, principalmente quanto às suas relações de exploração. Marx e Engels, ao tomarem contato com a literatura socialista da época, assinalaram as brilhantes idéias de seus antecessores sem deixarem de elaborar algumas críticas a este socialismo, a fim de dar-lhe maior consistência teórica e efetividade prática. Assinalavam que as lacunas existentes neste tipo de socialismo possuíam uma relação com o estágio de desenvolvimento do capitalismo da época, uma vez que as contradições entre burquesia e proletariado não se encontravam ainda plenamente amadurecidas.
Atuavam os “utópicos” como representantes dos interesses da humanidade, não reconhecendo em nenhuma classe social o instrumento para a concretização de suas idéias. A filosofia alemã da época de Marx encontrara em Hegel uma de suas mais expressivas figuras. Como se sabe, a dialética ocupava posição de destaque em seu sistema filosófico. A tomarem contato com a dialética hegeliana, eles ressaltaram o caráter revolucionário, uma vez que o método de análise de Hegel sugeria que tudo o que existia, devido às suas contradições, tendia a extinguir-se. A crítica que eles faziam à dialética hegeliana se dirigia ao seu caráter idealista. Assim procuraram “corrigi-la “, recorrendo ao materialismo filosófico de seu tempo.
A intenção e conferir à sociologia uma reputação científica encontra em Max Weber (1864-1920) um marco de referência. Durante toda sua vida, insistiu em estabelecer uma clara distinção entre o conhecimento científico, fruto de cuidadosa investigação, e os julgamentos de valor sobre a realidade.
A busca de uma neutralidade científica levou Weber a estabelecer uma rigorosa fronteira entre o cientista, homem do saber, das análises frias e penetrantes e o político, homem de ação e de decisão comprometido com as questões práticas da vida. Essa posição de Weber, que tantas discussões têm provocado entre os cientistas sociais, constitui, ao isolar a sociologia dos movimentos revolucionários, um dos momentos decisivos da profissionalização dessa disciplina. A idéia de uma ciência social neutra seria um argumento útil e fascinante para aqueles que viviam e iriam viver da sociologia como profissão.
A sociologia por ele desenvolvida considerava o indivíduo e a sua ação como ponto chave da investigação. Com isso, ele queria salientar que o verdadeiro ponto de partida da sociologia era a compreensão da ação dos indivíduos e não a análise das “instituições sociais” ou do “grupo social”, tão enfatizadas pelo pensamento conservador.
No final do século passado, o matemático francês Henri Poicaré referiu-se à sociologia como ciência de muitos métodos e poucos resultados. Ao que tudo indica, atualmente poucos duvidam dos resultados alcançados pela sociologia. A sua realidade é atestada pelas inúmeras pesquisas dos sociólogos, pela sua presença nas universidades e empresas e nos organismos estatais. Ao lado desta crescente presença da sociologia no nosso dia-a-dia, continua porém chamando a atenção de todos os que se interessam por ela os freqüentes e acirrados debates travados em seu interior sobre o seu objeto de estudo e seus métodos de investigação.
A falta de um entendimento comum entre os sociólogos sobre a sua ciência possui, em boa medida, uma relação com a formação de uma sociedade dividida pelos antagonismos de classe. A existência de interesses opostos na sociedade capitalista penetrou e invadiu a formação da sociologia. Este contexto histórico influenciou enormemente suas visões sobre como deveria ser analisada a sociedade, o que refletiu também no conteúdo político de seus trabalhos. Este antagonismo deu origem ao aparecimento de diferentes tradições sociológicas ou distintas sociologias como afirmam alguns sociólogos.
Não podemos esquecer que a sociologia surgiu num momento de grande expansão do capitalismo e por isto mesmo alguns sociólogos otimistas assumiram, diante da sociedade capitalista nascente, que os interesses e os valores da classe dominante eram representativos do conjunto da sociedade e que os conflitos entre as classes sociais eram passageiros.
Os conservadores chamados de “profetas do passado” construíram suas obras contra a herança dos filósofos iluministas. Não eram intelectuais que justificavam a sociedade por suas realizações políticas ou econômicas. Ao contrário, a inspiração do pensamento conservador era a sociedade feudal, com sua estabilidade e acentuada hierarquia social. Não se interessavam em defender uma sociedade moldada nos princípios defendidos pelos iluministas nem um capitalismo que se transformava mostrando sua faceta industrial e financeira. O fascínio que as sociedades da Idade Média exercia sobre estes pensadores conferiu-lhes e às suas obras um forte sabor medieval. Por interesse direto, alguns deles eram defensores ferrenhos das instituições religiosas, monárquicas e aristocráticas em franco processo de desmantelamento.
As idéias dos conservadores eram um ponto de referência para os pioneiros da sociologia, interessados na preservação da nova ordem econômica e política que estava sendo implantada. Adaptando, inclusive, algumas concepções dos “profetas do passado” às novas circunstâncias históricas, pela impossibilidade total de retorno ao passado.
É entre os autores positivistas, como Saint-Simon, Auguste Comte e Emile Durkheim, que as idéias dos conservadores exerceriam uma grande influência. É comum encontrarmos a inclusão de Saint-Simon (1760-1825) entre os primeiros pensadores socialistas. Foi considerado o “mais eloqüente dos profetas da burguesia”, um grande entusiasta da sociedade industrial. Todavia, entendia que o problema da restauração da ordem devia ser enfrentado, porque a sociedade francesa pós-revolucionária parecia-lhe “perturbada” pois nela reinava um clima de “desordem” e de “anarquia”.
Saint-Simon acreditava que a nova época era a do industrialismo, que trazia consigo a possibilidade de satisfazer todas as necessidades humanas e constituía a única fonte de riqueza e prosperidade. Percebeu que no avanço que estava ocorrendo no conhecimento científico havia uma grande lacuna, nesta área do saber, qual seja, a inexistência da ciência da sociedade. Admitia, mesmo tendo uma visão otimista da sociedade industrial, a existência de conflitos entre os possuidores e os não possuidores.
Várias das obras de Saint-Simon seriam retomadas por Auguste Comte (1798-1857) seu secretário particular, pensador menos original, embora mais sistemático que Saint-Simon, a quem deve suas principais idéias. A motivação da obra de Comte repousa no estado de “anarquia” e de “desordem” de sua época histórica. Segundo ele as sociedades européias encontravam-se em um verdadeiro estado de caos social. Entendia que se as idéias religiosas não teriam mais forças para reorganizarem a sociedade, muito menos as idéias dos iluministas. Era extremamente impiedoso no ataque a esses pensadores, a quem chamava de “doutores em guilhotina”, vendo em suas idéias o “veneno da desintegração social”. Para ele, para haver coesão e equilíbrio na sociedade, seria necessário restabelecer a ordem nas idéias e nos conhecimentos, criando um conjunto de crenças comuns a todos os homens. Comte considerava como um dos pontos altos de sua sociologia a reconciliação entre a “ordem” e o “progresso”, pregando a necessidade mútua desses dois elementos para a nova sociedade.
Também para Durkheim (1858-1917) a questão da ordem social seria uma preocupação constante. De forma sistemática, ocupou-se em estabelecer o objeto de estudo da sociologia assim como indicar o seu método de investigação. Foi através dele que a sociologia penetrou a Universidade, conferindo a esta disciplina o reconhecimento acadêmico. Sua obra foi elaborada em época de crises econômicas constantes, quando o desemprego e a miséria provocava o acirramento das lutas de classe, com os operários utilizando a greve como instrumento de luta e fundando seus sindicatos.
Vivendo nesta época em que as teorias socialistas ganhavam terreno, Durkheim não poderia ignorá-las, tanto é que em certo sentido, suas idéias constituíam a tentativa de fornecer uma resposta às formulações socialistas. Discordava das teorias socialistas mormente quanto à ênfase atribuída aos fatos econômicos para diagnosticar a crise das sociedades européias. Acreditava que a origem dos problemas não era de natureza econômica, mas originados na fragilidade da moral em orientar adequadamente o comportamento dos indivíduos.
Preocupado em estabelecer um objeto de estudo e um método para a sociologia, Durkheim, dedicou-se a esta questão, salientando que nenhuma ciência poderia constituir-se sem uma área própria de investigação. A sociologia deveria ocupar-se com os fatos sociais que se apresentavam aos indivíduos como exteriores e coercitivos. Isto quer dizer que o indivíduo quando nasce já encontra a sociedade formada criada pelas gerações passadas, cuja organização deverá ser transmitida às gerações futuras através da educação.
O seu pensamento marcou decisivamente e sociologia contemporânea, principalmente as tendências que têm-se preocupado com as questões da manutenção da ordem social. A sua influência fora do meio acadêmico francês começou por volta de 1930, quando, na Inglaterra, dois antropólogos, Malinowski e Radcliffe-Brown, armaram a partir de seus trabalhos os alicerces do método de investigação funcionalista (busca de explicação das instituições sociais e culturais em termos da contribuição que estas fornecem para a manutenção da estrutura social). Nos Estados Unidos, a partir daquela data, as suas idéias começaram a ganhar terreno no meio universitário, exercendo grande fascínio em inúmeros pesquisadores. No entanto, foram dois sociólogos americanos Mertom e Parsons, em boa medida, os responsáveis pelo desenvolvimento do funcionalismo moderno e pela integração da contribuição de Durkheim ao pensamento sociológico contemporâneo, destacando a sua contribuição ao progresso teórico desta disciplina.
A formação e o desenvolvimento do conhecimento sociológico crítico e negador da sociedade capitalista, sem dúvida liga-se à tradição do pensamento socialista, que encontra-se em Marx (1818-1883) e Engels (1820-1903) a sua elaboração mais expressiva. Estes pensadores não estavam preocupados em fundar a sociologia como disciplina específica. A rigor não encontramos neles a intenção de estabelecer fronteiras rígidas entre os diferentes campos do saber, tão ao gosto dos “especialistas” de nossos dias. Eles, em suas obras, interligavam disciplinas como antropologia, ciência política, economia, procurando oferecer uma explicação da sociedade como um todo, colocando em evidência as suas dimensões globais. Seus trabalhos não foram elaborados nos bancos das universidades, mas freqüentemente, no calor das lutas políticas.
A formação teórica do socialismo marxistas constitui uma complexa operação intelectual, na qual são assimiladas de maneira crítica as três principais correntes do pensamento europeu do século passado, tais como, o socialismo, a dialética e a economia política. O socialismo pré-marxista, também denominado “socialismo utópico”, constituía uma clara reação à nova realidade implantada pelo capitalismo, principalmente quanto às suas relações de exploração. Marx e Engels, ao tomarem contato com a literatura socialista da época, assinalaram as brilhantes idéias de seus antecessores sem deixarem de elaborar algumas críticas a este socialismo, a fim de dar-lhe maior consistência teórica e efetividade prática. Assinalavam que as lacunas existentes neste tipo de socialismo possuíam uma relação com o estágio de desenvolvimento do capitalismo da época, uma vez que as contradições entre burquesia e proletariado não se encontravam ainda plenamente amadurecidas.
Atuavam os “utópicos” como representantes dos interesses da humanidade, não reconhecendo em nenhuma classe social o instrumento para a concretização de suas idéias. A filosofia alemã da época de Marx encontrara em Hegel uma de suas mais expressivas figuras. Como se sabe, a dialética ocupava posição de destaque em seu sistema filosófico. A tomarem contato com a dialética hegeliana, eles ressaltaram o caráter revolucionário, uma vez que o método de análise de Hegel sugeria que tudo o que existia, devido às suas contradições, tendia a extinguir-se. A crítica que eles faziam à dialética hegeliana se dirigia ao seu caráter idealista. Assim procuraram “corrigi-la “, recorrendo ao materialismo filosófico de seu tempo.
A intenção e conferir à sociologia uma reputação científica encontra em Max Weber (1864-1920) um marco de referência. Durante toda sua vida, insistiu em estabelecer uma clara distinção entre o conhecimento científico, fruto de cuidadosa investigação, e os julgamentos de valor sobre a realidade.
A busca de uma neutralidade científica levou Weber a estabelecer uma rigorosa fronteira entre o cientista, homem do saber, das análises frias e penetrantes e o político, homem de ação e de decisão comprometido com as questões práticas da vida. Essa posição de Weber, que tantas discussões têm provocado entre os cientistas sociais, constitui, ao isolar a sociologia dos movimentos revolucionários, um dos momentos decisivos da profissionalização dessa disciplina. A idéia de uma ciência social neutra seria um argumento útil e fascinante para aqueles que viviam e iriam viver da sociologia como profissão.
A sociologia por ele desenvolvida considerava o indivíduo e a sua ação como ponto chave da investigação. Com isso, ele queria salientar que o verdadeiro ponto de partida da sociologia era a compreensão da ação dos indivíduos e não a análise das “instituições sociais” ou do “grupo social”, tão enfatizadas pelo pensamento conservador.
Oitavos anos.
Homem é um ser social
O homem é um ser social porque vive em grupo,isto é, junto com outros homens.Somente vivendo em grupo as pessoas podem satisfazer suas necessidades.
Se vivesse sozinho,o homem seria incapaz de aproveitar os numerosos recursos da natureza.
Há diferentes grupos sociais.Uns são pequenos.Outros são maiores.
As pessoas de uma mesma família formam um grupo familiar .
Os alunos,os professores e as demais pessoas que trabalham na escola formam um grupo escolar .
Os empregados de uma fabrica tem a mesma profissão,isto é,exercem um mesmo tipo de trabalho.Eles formam um grupo profissional .
As pessoas que moram perto umas das outras são vizinhas.Elas formam um grupo vicinal.
Alguns grupos são comunidades.Em uma comunidade ,as pessoas tem interesses comuns e ajudam bastante uma as outras.
A família e o grupo escolar são comunidades.Os vizinhos de muitos bairros também foram comunidades:as comunidades de bairro .
As pessoas participam de mais de um grupo social:pertencem a uma família e a um grupo profissional.Algumas fazem parte de grupos religiosos e esportivos.Outras pertencem a grupos políticos.Muitos participam intensamente da comunidade do seu bairro.
Em cada grupo que participamos temos direitos e obrigações.Temos o direito de nos manifestar e de sermos ouvidos.Temos a obrigação de respeitar e de ouvir os outros.
Devemos colaborar com os companheiros de grupo.O ideal é que cada grupo seja uma comunidade.
Ao mesmo tempo em que participamos de diversos grupos,todos nós pertencemos a um conjunto maior:a sociedade .
A sociedade em que vivemos
Nós vivemos em grupo e em sociedade.A sociedade é o conjunto de numerosos e diferentes grupos.
Cada grupo tem um papel ou função na sociedade.Os agricultores,por exemplo,tem o papel de produzir alimentos para a população,isto é,para o conjunto das pessoas.Os professores tem a função de desenvolver o ensino e a educação.Os policiais tem o papel de nos dar proteção.
Os grupos de uma sociedade tem interesses próprios.Os agricultores por exemplo,tem interesse em vender seus produtos por preços mais altos.Assim eles podem ganhar mais dinheiro.
Assim como nós temos direitos e obrigações na sociedade,cada grupo social também tem direitos e deveres.Cada um deles tem o direito de defender seus interesses.Mas tem o dever de respeitar o direito de outros grupos e o direito de todas as pessoas.Os agricultores,por exemplo,não podem vender seus produtos por preços altos demais.Se fizerem isso,muitas pessoas não poderão comprar os alimentos de que necessitam.
O objetivo da sociedade é o bem comum.O bem comum é a satisfação das necessidades de todas as pessoas.
Para se conseguir o bem comum é preciso que todas as pessoas cumpram com seus deveres e defendam os seus direitos.Você,seu grupo de amigos,a comunidade escolar,as pessoas da sua família e do bairro fazem parte da sociedade do município .Todos os brasileiros formam a sociedade brasileira.
SÔ
O homem é um ser social porque vive em grupo,isto é, junto com outros homens.Somente vivendo em grupo as pessoas podem satisfazer suas necessidades.
Se vivesse sozinho,o homem seria incapaz de aproveitar os numerosos recursos da natureza.
Há diferentes grupos sociais.Uns são pequenos.Outros são maiores.
As pessoas de uma mesma família formam um grupo familiar .
Os alunos,os professores e as demais pessoas que trabalham na escola formam um grupo escolar .
Os empregados de uma fabrica tem a mesma profissão,isto é,exercem um mesmo tipo de trabalho.Eles formam um grupo profissional .
As pessoas que moram perto umas das outras são vizinhas.Elas formam um grupo vicinal.
Alguns grupos são comunidades.Em uma comunidade ,as pessoas tem interesses comuns e ajudam bastante uma as outras.
A família e o grupo escolar são comunidades.Os vizinhos de muitos bairros também foram comunidades:as comunidades de bairro .
As pessoas participam de mais de um grupo social:pertencem a uma família e a um grupo profissional.Algumas fazem parte de grupos religiosos e esportivos.Outras pertencem a grupos políticos.Muitos participam intensamente da comunidade do seu bairro.
Em cada grupo que participamos temos direitos e obrigações.Temos o direito de nos manifestar e de sermos ouvidos.Temos a obrigação de respeitar e de ouvir os outros.
Devemos colaborar com os companheiros de grupo.O ideal é que cada grupo seja uma comunidade.
Ao mesmo tempo em que participamos de diversos grupos,todos nós pertencemos a um conjunto maior:a sociedade .
A sociedade em que vivemos
Nós vivemos em grupo e em sociedade.A sociedade é o conjunto de numerosos e diferentes grupos.
Cada grupo tem um papel ou função na sociedade.Os agricultores,por exemplo,tem o papel de produzir alimentos para a população,isto é,para o conjunto das pessoas.Os professores tem a função de desenvolver o ensino e a educação.Os policiais tem o papel de nos dar proteção.
Os grupos de uma sociedade tem interesses próprios.Os agricultores por exemplo,tem interesse em vender seus produtos por preços mais altos.Assim eles podem ganhar mais dinheiro.
Assim como nós temos direitos e obrigações na sociedade,cada grupo social também tem direitos e deveres.Cada um deles tem o direito de defender seus interesses.Mas tem o dever de respeitar o direito de outros grupos e o direito de todas as pessoas.Os agricultores,por exemplo,não podem vender seus produtos por preços altos demais.Se fizerem isso,muitas pessoas não poderão comprar os alimentos de que necessitam.
O objetivo da sociedade é o bem comum.O bem comum é a satisfação das necessidades de todas as pessoas.
Para se conseguir o bem comum é preciso que todas as pessoas cumpram com seus deveres e defendam os seus direitos.Você,seu grupo de amigos,a comunidade escolar,as pessoas da sua família e do bairro fazem parte da sociedade do município .Todos os brasileiros formam a sociedade brasileira.
SÔ
Nonos anos.
Antropologia.
Antropologia (etimologicamente anthropos (homem ou pessoa) e logos (razão ou pensamento)) é a disciplina dedicada aos estudos dos agrupamentos humanos e à compreensão do sentido do comportamento do Homem, considerando, em sua análise, as origens, o desenvolvimento e a construção das relações internas e externas destas sociedades. Em seu estudo, a Antropologia preocupa-se em aprofundar o conhecimento, por meio da pesquisa de campo, dos sistemas simbólicos e da estruturação das relações entre os grupos humanos que dela fazem parte e que com elas se relacionam, seja em sua relação com o meio, seja em sua constituição cultural.
A história não está ligada ao homem, nem a qualquer objecto em particular. Consiste inteiramente no seu método; a experiência comprova que ele é indispensável para inventariar a integralidade dos elementos de uma estrutura qualquer, humana ou não humana. Longe portanto de a pesquisa da inteligibilidade resultar na história como o seu ponto de chegada, é a história que serve de ponto de partida para toda a busca de inteligibilidade. Assim como se diz de certas carreiras, a história leva a tudo, mas contanto que se saia dela.
—Claude Lévi-Strauss.
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Antropologia (etimologicamente anthropos (homem ou pessoa) e logos (razão ou pensamento)) é a disciplina dedicada aos estudos dos agrupamentos humanos e à compreensão do sentido do comportamento do Homem, considerando, em sua análise, as origens, o desenvolvimento e a construção das relações internas e externas destas sociedades. Em seu estudo, a Antropologia preocupa-se em aprofundar o conhecimento, por meio da pesquisa de campo, dos sistemas simbólicos e da estruturação das relações entre os grupos humanos que dela fazem parte e que com elas se relacionam, seja em sua relação com o meio, seja em sua constituição cultural.
A história não está ligada ao homem, nem a qualquer objecto em particular. Consiste inteiramente no seu método; a experiência comprova que ele é indispensável para inventariar a integralidade dos elementos de uma estrutura qualquer, humana ou não humana. Longe portanto de a pesquisa da inteligibilidade resultar na história como o seu ponto de chegada, é a história que serve de ponto de partida para toda a busca de inteligibilidade. Assim como se diz de certas carreiras, a história leva a tudo, mas contanto que se saia dela.
—Claude Lévi-Strauss.
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